quinta-feira, 28 de junho de 2012

Campeonato Pernambuco da Serie A2 - 2012


Vai começa o a serie A2 do Campeonato Pernambucano. Clubes com pouco ou sem nenhum poder aquisitivo, vão entrar em campo almejando o acesso a elite do futebol Pernambucano. Campos desestruturados, veteranos e muitos semiprofissional da bola. E esse ano a competição terá uma equipe conhecido internacionalmente como pior time, é isso mesmo o Íbis.

O Pássaro Preto sem dinheiro e nem campo próprio, teve que buscar alternativa para entrar em campo, teve que recorrer a atletas do final de semana. E mesmo com as dificuldades o Íbis buscar resultado ousado, quer fazer parte da serie A1 em 2013. E para esse feito tem que ficar entre os dois primeiro na competição.

Para isso, o Íbis montou um elenco peculiar. Muitos não se dedicam apenas ao futebol. A maioria se divide entre os treinos da equipe e suas profissões. Formado por advogados, contadores, padeiros - e até atletas profissionais - o grupo costuma treinar separadamente, uma vez que é quase impossível conciliar os horários dos jogadores. Além da falta de horário, também não tem local para realizar os treinamentos, o técnico Marcos Costa buscou alternativa, e a solução foi a praia de Boa Viagem.

Para o presidente do clube, o pior adversário não será nenhuma equipe e sim, o bolso. Sem verba para manter o elenco, Ozir Ramos admite que não conseguirá bancar uma folha de pagamento. De acordo com o mandatário, ainda existe amor à camisa no futebol.

Outro ponto que pode abrilhantar a serie A2 são as equipe do interior, os sertanejo sempre comparece para dar incentivo a suas equipes, além do mais temos vários reforço de peso.

A equipe da cidade de Afogado da Ingazeira, no sertão do Pajeú, contar com nome experiente no senário do futebol nacional, é o atacante Leonardo, que brilhou no Sport, Vasco, Corinthians e Palmeiras, na década de 90.

E tem o técnico que também foi da elite do futebol nacional, é o ex-atacante Mirandinha, e tem um grande desafio pela frente, mas o técnico aposta no clima quente do Sertão do Pajeú e na qualidade técnica do seu elenco para garantir o acesso.

Quem também tenta voltar à elite do futebol pernambucano é o Sete de Setembro, time que tenta volta seus dias de glória. Considerado um dos mais tradicionais clubes do interior de Pernambuco, e é o representa da cidade Garanhuns.

Na zona da mata, o Vitória outro que vem renovando. Realizou uma parceria com a Universidade Federal de Pernambuco que tem como objetivo traçar um perfil fisiológico de todos os jogadores. Na prática, os atletas são submetidos a exames cardiológicos onde fica evidenciado quais os impactos causados pelos treinamentos em cada setor, o que permite ao departamento de fisiologia do clube traçar um plano de treino diferenciado para cada posição.

No seu elenco também tem jogadores conhecido, como é o caso do atacante Landu, que foi campeão do Santa Cruz em 2011.

A terra do frevo, também que ser destaque no futebol, Olinda tenta conquistar a inédita vaga na primeira divisão do Estadual com o clube que carrega o nome da cidade. E no passo do frevo, o clube conta com o experiente Nereu Pinheiro. O treinador tem conseguindo trazer jogadores de nomes, como é o caso de Chiquinho, que defendeu o Vasco e Botafogo e já tinha encerrado a carreira e a perdido do Nereu voltou aos gramados.

Além dele, Nereu Pinheiro também conseguiu “garimpar” o volante Alexandre Oliveira, que teve boas passagens pelo Santa Cruz e o lateral-esquerdo Xavier, que também viveu no Tricolor do Arruda sua melhor fase na carreira e chegou a defender o Palmeiras.
 










quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sport dispensa Jogadores


Após três derrotas consecutivas, o Sport Clube Recife anunciou dispensas de seis jogadores. Os atletas que tiveram seu nome divulgado na lista vão treinar separados do restante dos jogadores até encontrar novos clubes.

Na lista estão os atacantes Jael e Jheimy, os volantes Germano e Diogo Oliveira, o meio-campo Thiaguinho e o zagueiro Vágner Silva. Segundo o técnico Vágner Mancini, os atletas receberam todas as oportunidades possíveis e não conseguiram demostrar um futebol que chegasse ao que ele esperava. Com a dispensa o técnico falou que era necessário para dar espaço para novos reforços que serão anunciados em breve.

Após as dispensa o técnico vai ter dificuldade para montar o time que vai enfrentar o Coritiba. Isso porque atualmente, o elenco rubro-negro só conta com 24 atletas, dos quais três são goleiros, e quatro ainda estão se recuperando fisicamente. Além de Cicinho, que só deverá ter condições de jogo na oitava rodada, contra o Corinthians.

A carência é reconhecida pelo diretor de futebol do clube, Aluízio Maluf, que reafirmou o empenho da cúpula leonina em reforçar o elenco. A diretoria falou que vai contratar quatro jogadores, mas o treinador falou que necessita de mais jogadores.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Agilidade na resolução do Problema


A um mês suspenso, o campeonato brasileiro da serie C, mostra a burocracia que é o nosso país, mesmo estando envolvido e sendo prejudicado muitos clubes e vários atletas, ninguém chegar a uma solução para o empasse.
É algo injustificável o descaso que os dirigentes da CBF e a justiça estar dando para esse caso. Ainda termos dois empasse em dois estado diferente: no Acre e na Paraíba, e que precha na constituição continua com esse problema.
Outro ponto que gostaria de levanta, se foce os times tido como elite do futebol nacional, esse problema já não estaria solucionado? Infelizmente nosso país é puro interesse financeiro onde não respeitamos o próximo, também não temos uma postura ética, não estou falando apenas no futebol, mas o que estar acontecendo no esporte é um retrato do nosso Brasil.
E que todos os torcedores do Brasil e apaixonados por futebol esperam é que esse problema seja solucionado o quanto antes. Tenho esperança que esse país comece a mudar, e que a lei seja cumprida para todos.
Quero no próximo final de semana estar no estádio torcendo para o meu time de coração.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Santa Cruz bicampeão pernambucano 2012

Mensalidade de sócio do Santa Cruz, modalidade prata colaborador: 20,00 mensais


 Camisa oficial do Santa Cruz, padrão número 2 do ano de 2012: 159,90

Conquistar o bicampeonato pernambucano (2012) na Ilha do Retiro no dia do aniversário do Sport: não tem preço 




Alberto Bezerra de Abreu, 14/05/2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

ZÉ TEODORO CONSEGUIU FAZER O IMPOSSÍVEL

Zé Teodoro conseguir fazer o impossível. Colocou o time todo errado e em consequência o Santa Cruz foi eliminado precocemente da Copa do Brasil.

Após um ano de sucesso, com titulo estadual e acesso a serie C, no ano de 2012 estarmos só dando vexame. Primeiro foi a derrota para o Sport, quando o técnico inventou e o time sem nenhuma pegada, onde a história se repetiu. E com um preço muito alto. Quando o Santa Cruz precisa mais de dinheiro, perdemos a premiação da copa do Brasil e a renda do jogo da segunda faze.

Zé Teodoro sempre pedir para a torcida apoia a equipe, mas não faz nada para incentivar a torcida. Como os torcedores vai  incentivar que dentro de campo o time mostra um futebol apático. E outro ponto que quero destacar e foi uns dos motivos da desclassificação do mais querido, foi o caso jogador Carlinho Bala que não jogou nada ontem, e a torcida não queria a sua volta para o mais querido mais mesmo assim o técnico passou por cima da torcida e contratou-o. Ontem deixou Renatinho de banco e escalou Carlinho Bala de frente, mesmo sabendo que não estava bem física, e no segundo tempo colocou Renatinho em campo e não tirou Bala, perdendo um jogador que resolveu a partida de Manaus, que foi o atacante Geílson.

Com essas atitudes o técnico estar conseguindo desfazer tudo o que fez o ano passado, e vai coloca novamente o Santa Cruz no fundo do poço, pois se continuar com esses mexe, mexe no meio campo não vamos conseguir nos manter no G4 do pernambucano.

Adeus Bala rubro negro e Zé, obrigado por tudo que vocês fizeram pelo Santa Cruz, mas o Santinha é maior que tudo e todos, e no momento não estar sendo útil, ainda mais na entrevista o técnico falou que não podemos fazer uma tempestade um copo d´gua, que para ele não é nada sermos desclassificado de uma competição na primeira faze .


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

No “clássico das emoções”, estas foram muito além dos gols

              Flávio "caça rato" Recife marcou um belo gol e abriu o placar no estádio dos Aflitos


            Jogadores corais comemoram o primeiro gol, na estreia do novo uniforme tricolor
Nesta jogado o meio-campo alvirrubro Cascata rompeu os ligamentos do joelho e não atuará mais pelo timbu o PE 2012



Por Alberto Bezerra

            Náutico e Santa Cruz entraram em campo no sábado (e por isso o jogo não foi televisionado, como fora o clássico anterior, disputado num domingo) em situações diversas: embora tendo perdido seu primeiro clássico para o Sport no fim de semana anterior, o time alvirrubro havia se recuperado no meio de semana e mantinha-se no topo da tabela, perdendo do Salgueiro apenas no critério de desempate; de quebra, a vitória timbu na quarta-feira mantinha os 100% de aproveitamento do time jogando em seus domínios, local onde seria disputado o clássico do qual agora nos ocupamos. Já o Santa Cruz, após haver sido derrotado pelo Araripina no sertão no fim de semana anterior, desperdiçou a chance de reabilitação diante do Central, jogando no Arruda. Uma vitória coral seria suficiente para espantar a má impressão deixada na quarta-feira (e de quebra deixaria ainda maiores dúvidas no ar acerca da capacidade do Náutico encarar adversários de nível técnico equivalente ao seu); uma derrota tricolor, entretanto, poderia ser o início duma crise. No final das contas, prevaleceu o empate e o destaque do jogo não vestia camisa tricolor ou alvirrubra, mas amarela: o árbitro Emerson Sobral, unanimidade negativa da partida.
            No primeiro tempo a iniciativa foi do time de casa: o timbu apostava nas bolas alçadas na área (provavelmente para aproveitar o péssimo desempenho da zaga coral neste tipo de jogada; curiosamente, de todos os jogos nos quais o tricolor sofreu gols, este foi o único em que nenhum deles foi de cabeça), enquanto o santinha apostava nos contra-ataques. E foi assim que o time do Arruda abriu o placar: aos 11 minutos, após um contra-ataque alvirrubro (que acabou com o jogador timbu derrubado, porém o árbitro, que iria marcar a falta voltou atrás ao ver o “bandeirinha” sinalizar erradamente impedimento) o tricolor bateu rapidamente o impedimento (fora do local correto); Carlinhos Bala carregou a bola e lançou Flávio “caça rato” Recife, que deixou o zagueiro para trás e, avançando pela direita, chutou cruzado de leve, tirando-a do alcance do goleiro Gideão e marcando um belo gol. O Náutico empatou aos 23 em falha do zagueiro Leandro Souza; Cascata aproveitou o passe de Siloé, girou dentro a área e acertou o canto esquerdo do goleiro Tiago Cardoso (outro belo gol, em que a bola ainda bateu na trave antes de entrar). Noutro erro bizarro de Leandro Souza (que afastou mal a bola), Cascata teve a chance dentro da área coral, mas chutou por cima, retribuindo assim o presente do defensor tricolor.
            Devido a grande quantidade de cartões amarelos distribuídos pelo árbitro (sobretudo para a equipe coral), o técnico Zé Teodoro decidiu modificar o time na etapa complementar: assim, o zagueiro André Oliveira foi substituído por Everton Sena e o volante Anderson Pedra deu lugar ao meia Luciano Henrique. E foi dos pés deste que saiu o segundo tento coral: em velocidade o atleta avançou pela direita e sua tentativa de cruzamento rasteiro para o meio da área foi interceptada pelo volante alvirrubro Elicarlos, que acabou jogando contra o patrimônio. Com o objetivo de garantir o resultado, Zé Teodoro tirou o meio-campo Natan e colocou o volante Sandro Manoel (que fez sua estréia pelo mais querido); entretanto, aos 48 minutos do segundo tempo o árbitro marcou pênalti de Leandro Souza em Souza; o volante alvirrubro cobrou bem e garantiu o empate alvirrubro, estragando assim a festa de 98 anos do Santa Cruz.
            Além da estréia de Sandro Manoel, a partida contra o Náutico marcou a estréia do volante Léo como titular da equipe (em virtude da contusão de Weslley); eis a escalação completa do Santa: Tiago Cardoso, Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira (Éverton Sena) e Dutra; Anderson Pedra (Luciano Henrique), Memo, Léo e Natan (Sandro Manoel); Flávio Recife e Carlinhos Bala. Neste jogo, Luciano Henrique e, principalmente Carlinhos Bala demonstraram evolução no futebol apresentado; numa das jogadas mais importantes da partida, Bala avançou em velocidade pela intermediária adversária, mas chutou por cima, de fora da área; para quem achou que o atleta se precipitou (pois deixara o marcador para trás e poderia ficar cara a cara com o goleiro), cabe salientar que o jogador sentiu a coxa durante a arrancada e por isso optou por chutar de longe (veja entrevista do jogador neste link: (http://www.coralnet.com.br/noticias_ler.asp?id=16780). Pior: além de perder o gol, bala se machucou e ficou de fora do jogo seguinte da equipe tricolor. Aparentemente sua lesão não é grave. Menos sorte teve o meio-campista alvirrubro Cascata que, em disputa de bola com Bala, acabou rompendo os ligamentos do joelho e vai ficar cerca de 6 meses parado, não mais atuando no PE 2102; cabe salientar que o atleta coral não teve culpa pela lesão de Cascata (ao contrário do que se deu com o atacante timbu Rogério, tema este já abordado por nós em outra postagem), bem como que o lateral improvisado William Rocha do Sport também rompeu os ligamentos do joelho (sozinho) e será outro atleta que não mais atuará no PE 2012.
            Além das lesões, o chamado “clássico das emoções” trouxe vários desfalques para ambos os times, em virtudes da chuva de cartões amarelos distribuídos por Sobral: o Náutico perderia para a partida seguinte nada menos que seus três volantes: Derley, Elicarlos e Souza (além do lesionado Cascata); por sua vez, o Santa Cruz perdeu o zagueiro André Oliveira, o lateral direito Eduardo Arroz e o atacante Flávio “caça rato” Recife (além de Carlinhos Bala, lesionado). Assim se justifica o título deste texto: no “clássicos das emoções” estas não ficaram por conta apenas dos gols, mas das “cagadas” da arbitragem, que foi unanimemente reprovada.
            Cabe então abrir um parágrafo exclusivamente para comentar a arbitragem: o pênalti marcado aos 48 do segundo tempo foi absurdo: ao ver a imagem na TV vi já no primeiro lance que o volante timbu se jogou, ou seja, não foi no replay; tratava-se de um lance fácil e tal marcação causou revolta nos atletas corais que já se julgavam vencedores. Ao final da partida os jogadores do santinha ficaram em frente ao árbitro e o aplaudiram sarcasticamente. O fato é o seguinte: na jogada que originou o primeiro gol coral, o atleta alvirrubro sofreu falta na entrada da área tricolor (falta esta que seria marcada pelo juiz); como o “bandeira” havia marcado impedimento, o árbitro voltou atrás, mas errou, pois não havia impedimento. Assim o Náutico foi prejudicado. Também houve irregularidade na reposição de bola, pois time do Arruda bateu o impedimento não no local onde ele supostamente aconteceu e dai se originou o gol do santinha. Cabe salientar aqui o comentário de Lúcio Surubim no programa Lance Final: embora tenha havido dois erros da arbitragem, o timbu teve oportunidade de matar o contra-ataque tricolor e não o fez, tendo preferido ficar reclamando. Ora, um erro não justifica o outro, mas que o Náutico poderia ter evitado o primeiro gol coral, isso poderia. Dessa forma, não há como encarar o pênalti senão como uma compensação; em minha opinião o maior problema não foi tanto a marcação duma “penalidade” inexistente, mas o fato de a jogada não haver sido sequer duvidosa, (ou seja, tratou-se de algo verdadeiramente escandaloso, pois o defensor coral apenas encostou no atleta alvirrubro, que prontamente desabou), somando-se a isso o fato de sua marcação ter-se dado aos 48 minutos, como se a intenção fosse deliberadamente prejudicar o time das três cores. Aliás, uma das reclamações do pessoal do Santa foi que após a cobrança do pênalti o juiz encerrou o jogo prontamente (aparentemente haveria mais acréscimos). Mesmo sendo tricolor, discordo do comentário de ...
            Em jogo fora de casa o Sport fez sua parte e venceu o Serra Talhada por 2 x 1; como o segundo tento leonino, bem como o gol sertanejo foram de pênalti, o placar com a bola rolando seria 1 x 0. No primeiro tempo ambas as equipes se pouparam, em virtude do sol forte do sertão. Ainda assim, o domínio da partida foi do leão que, entretanto, não conseguiu abrir o placar, embora tenha posto o goleiro adversário para trabalhar. Na etapa complementar o rubro-negro adotou uma postura bastante ofensiva, chegando a atacar por vezes com 4 jogadores; aos 9 minutos Jheimy abre o placar para o Sport. Aos 24 o time leonino ampliou o placar com Marcelinho Paraíba, de pênalti. Também de pênalti o Serra Talhada descontou, com Kássio, o que não foi suficiente para evitar a quinta derrota consecutiva do cangaceiro.
            O resultado mais surpreendente da rodada (talvez o único realmente inesperado) foi a derrota do até então líder Salgueiro para o Belo Jardim que, jogando em casa, conquistou sua terceira vitória seguida (1 x 0), reabilitando-se assim dos resultados negativos que colheu no início do torneio. Assim, o Salgueiro perdeu a chance de tornar-se líder isolado da competição (antes dividia a ponta com o Náutico, superando-o no saldo de gols), pois se o time alvirrubro somou apenas um ponto na rodada, o carcará não conquistou nenhum, amargando sua segunda derrota no torneio, após uma bela seqüência de 5 vitórias consecutivas. Jogando em casa o América amargou mais uma derrota (2 x 1) em favor do Central e manteve-se com apenas 1 ponto conquistado em 7 partidas. Porto x Petrolina e Ypiranga x Araripina não passaram de empates sem gols e sem o menor interesse para este texto.
            Em suma, o destaque da rodada foram os tropeços dos dois lideres, o que contribuiu para tornar o campeonato mais interessante.

Alberto Bezerra de Abreu, redigido em 08-09/02/2012 ao som de Louis Armstrong

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sexta rodada do PE 2012: a impressão do “clássico dos clássicos” (parcialmente) apagada

Em sua reestreira com a camisa do Santa Cruz no Arruda, Carlinhos Bala viu o time passar em branco
Jeferson Maranhão perde gol feito...
                                         ... e lamenta a oportunidade desperdiçada.
Também o Sport caiu em Salgueiro

                         Carcará sertanejo domou o leão da capital



Por Alberto Bezerra

            Primeiramente, cabe elucidar o título da postagem: tendo em vista que a situação do Náutico antes do clássico contra o Sport era a de um time com 100% de aproveitamento, enquanto a da equipe rubro-negra era a de um time que, após dois tropeços nas duas rodadas iniciais, vinha numa crescente contínua (3 vitórias seguidas), pairou no ar a seguinte dúvida: após a derrota alvirrubra, será que o timbu começaria a declinar, enquanto o leão engrenaria de vez? A resposta a esta pergunta foi negativa, já que na rodada seguinte (a sexta, sobre a qual escrevemos agora), trouxe-nos mais uma vitória do Náutico e a primeira derrota do Sport. Neste sentido, a impressão do clássico foi apagada. Por outro lado, se levarmos em consideração o fato recorrente da covardia timbu ante o leão (sobretudo nos domínios deste), a escrita de um Náutico que, por melhor que esteja, se amedronta diante do time da Ilha do Retiro permanece (dois exemplos recentes: 1)no primeiro jogo da final do pernambucano de 2010, após vencer o primeiro tempo por 3 x 0 nos Aflitos, o Náutico viu o Sport achar 2 gols – ou seja, marcá-los mais por sorte que por mérito – e viu sua vantagem para o jogo da volta ser diminuída; neste – na Ilha do Retiro – bastava ao leão uma vitória por 1 x 0 e foi exatamente isto o que aconteceu, sendo que o time alvirrubro não jogou nada, embora o mesmo valha para o Sport após este marcar seu gol, ainda no primeiro tempo; 2) no primeiro jogo da semi-final de 2011 o Náutico – que não havia perdido clássicos na fase de pontos corridos, vencendo Santa e Sport nos Aflitos e empatando com ambos nos campos destes –, o timbu foi facilmente derrotado por 3 x 1, o que lhe valeu novamente a derrota na somas dos resultados, já que no jogo da volta o alvirrubro venceria por 3 x 2). O que é importante frisar nestes exemplos não são as derrotas do Náutico, mas as atuações nitidamente apáticas, mesmo quando o time vinha desempenhando um futebol melhor que o do rival. Dito isto, passemos aos resultados dos jogos da sexta rodada do PE 2012.
            Comecemos pelo timbu, que conseguiu sua reabilitação jogando em casa contra o Ypiranga, que vinha pressionado em virtude de suas derrotas seguidas. Já aos 11 minutos da etapa inicial, Souza, em bela cobrança de falta pôs o timbu em vantagem. Logo em seguida o volante Derley aproveitou a assistência de Eduardo Ramos e ampliou o placar. O terceiro viria de um cruzamento, tendo a bola batido nas costas do zagueiro timbu Marlon, porém o árbitro assinalou o gol para Derley. O Ypiranga, que não oferecera resistência, limitou-se a marcar seu gol de honra no final da partida com Ludemar. Assim, o Náutico não só se recuperou da derrota no clássico, como manteve os 100% de aproveitamento jogando em seus domínios. Por sua vez, a equipe de Santa Cruz do Capibaribe amargou sua terceira derrota seguida.
            O duelo entre o embalado Sport (4 vitória seguidas) e o mais embalado ainda Salgueiro (5 vitórias seguidas e liderança da competição justamente em virtude da vitória rubro-negra contra o Náutico) foi certamente o jogo de maior destaque da rodada. Pessoalmente criei muita expectativa em relação a este jogo, pois até hoje permaneço indignado com a postura diferenciada de Porto e, sobretudo Central, em relação ao Santa Cruz por um lado (jogando muito contra o time coral) e a Náutico e Sport (principalmente este último), demonstrando submissão. Embora isto possa ser explicado em parte pela situação adversa do tricolor do Arruda (que ao disputar uma série D nacional passou a não ser encarado como clube tão grande assim, o que é natural), é fato patente que o empenho dos times caruaruenses ano passado foi bastante limitado contra alvirrubros e rubro-negros. Por isso a partida entre Salgueiro e Sport me chamou atenção, após o time sertanejo ter vencido o Santa por 2 x 0 na segunda rodada. De acordo com relatos da imprensa (embora o jogo tenha sido televisionado eu não o assisti) o jogo foi disputado (ao menos no primeiro tempo, que terminou sem gols). No entanto, já no início da etapa complementar, Fabrício Ceará marcou de cabeça (jogada forte do time sertanejo) e deixou o Salgueiro em vantagem. O segundo seria novamente de Ceará, desta vez em cobrança de falta que desviou em Hamilton e enganou o goleiro Magrão. E embora o placar final tenha sido o mesmo que o carcará impôs à cobra coral, cabe salientar que o time sertanejo teve um gol legítimo anulado pela arbitragem, o que significa que (em que pese o fato de o Sport não ter jogado tão mal quanto o Santa Cruz diante do Salgueiro), sua derrota deveria ter-se dado por placar mais elástico não fosse o erro da arbitragem. Assim o leão perdeu sua invencibilidade (seus dois tropeços iniciais foram empates) e o Salgueiro manteve a ponta, mesmo com a vitória do Náutico.
            Por sua vez, o Santa Cruz também buscava reabilitação e também jogou em casa mas, ao contrário do Náutico, não passou dum empate com o Central. O time coral entrou com a seguinte formação: Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Renatinho); Anderson Pedra, Memo, Luciano Henrique e Natan (Jefferson Maranhão); Flávio Recife e Branquinho (Carlinhos Bala). Embora a dificuldade dos atacantes tricolores marcarem gols fosse notória, o time de Caruaru entrou em campo com uma postura eminentemente defensiva, pois sua difícil situação na tabela não lhe permitia correr riscos. O que se viu durante o primeiro tempo foi o time de casa buscar o gol, porém fazê-lo sem qualidade, com direito a “furada” (mirar a bola e chutar o vento); a equipe visitante, por sua vez, limitava-se a defender, abusando das faltas (algumas delas violentas) e buscava o contra-ataque sem se expor; foi dessa forma que próximo do fim da primeira etapa o atacante alvinegro Lenilson foi derrubado por Eduardo Arroz próximo a linha da grande área: os jogadores do Central pediram pênalti, mas o árbitro marcou apenas falta, a qual foi desperdiçada pelo time visitante. Insatisfeito com o rendimento do time, Zé Teodoro mudou a equipe para a segunda etapa: Renatinho substituiu Dutra na lateral esquerda, tornando assim o time mais ofensivo, pois atuando nessa posição Renatinho joga como ponta, enquanto Branquinho deu a vaga a Carlinhos Bala, que fez sua reestréia com a camisa coral no estádio do Arruda. Tais alterações não surtiram efeito e ainda antes dois 15 minutos Zé pôs o meia-atacante Jeferson Maranhão no lugar do meia Natan. A torcida chiou, pois inicialmente a intenção do treinador era colocar o volante Léo (tanto que Zé chegou a mandá-lo aquecer para entrar na partida); aqui é importante tentarmos entender a cabeça do treinador: o time precisava da vitória e o técnico optou por tirar um meia e pôr um meia-atacante, o que faz sentido (é importante salientar isso, pois em geral Zé Teodoro é demasiado cauteloso em relação a deixar seu time mais ofensivo, expondo-o assim defensivamente); porém, embora Maranhão tenha participado ativamente do jogo, perdeu uma chance clara de gol. O fato é que Léo vinha sendo inequivocamente um dos melhores (senão o melhor) atleta coral, mesmo nunca tendo iniciado jogando neste campeonato. O mal-estar acerca da insistência do treinador em não escalar o volante como titular foi tamanha que aquele teve de justificar-se: segundo ele, Léo é menos combativo na marcação, e colocá-lo como volante faria o time se expor mais defensivamente (http://www.coralnet.com.br/noticias_ler.asp?id=16748). Após fazer suas três mudanças, a equipe tricolor viu seu adversário ter um atleta expulso, porém, nem assim o time do Arruda conseguiu abrir o marcador. Embora pressionasse, foi o Central quem quase marcou, mandando uma bola na trave (chute fraco, rasteiro e estranho, pareceu-me que Tiago Cardoso  subestimou o arremate e quase foi surpreendido). Empate com gosto de derrota para o santinha, não só por jogar em casa, e ter tido um jogador a mais durante parte do jogo, mas também em virtude da derrota para o Araripina no jogo anterior. Cabe aqui um comentário: acredito que este empate foi mais prejudicial ao time que suas duas derrotas, pois nestas o time não só jogou fora, mas foi ao sertão (longe e quente), e encarou equipes que se portaram bem em campo (o Salgueiro principalmente, tendo inclusive vencido também o Sport), enquanto o Araripina, mesmo não tendo conseguido vencer o leão, tirou-lhes dois pontos e deu trabalho ao Náutico, mesmo sendo por ele derrotado. O caso do Central parece-me ter sido diferente; embora não tenha acompanhado o jogo (não pude ir ao estádio e ouvi apenas parte da partida no rádio), ouvi o próprio treinador da patativa dizer no intervalo que o time jogou mal, pois não tinha posse de bola (jogar defensivamente não significa necessariamente não ter posse de bola); assim, a impressão que tive foi que o fracasso coral se deu quase que exclusivamente por incompetência própria (cabe salientar que em ambos os jogos no qual o santinha foi derrotado, os adversários não tiveram jogadores expulsos; em todos os demais jogos isso aconteceu, e mesmo assim, no caso do jogo contra o Central, o tricolor não conseguiu aproveitar sua vantagem numérica). Além disso, por jogar em casa o descontentamento da torcida bateu forte, até porque se o resultado conquistado foi ruim, o futebol apresentado foi péssimo. A não entrada de Léo repercutiu muito mal, bem comoo fraco futebol (recorrentemente) apresentado por Branquinho e, principalmente, Flávio “caça rato” Recife. Tudo que o santinha não precisava era de pressão para o clássico com o Náutico...
            No que concerne aos jogos dos times do interior, destaque para a vitória do Belo Jardim (jogando em casa e conquistando seu segundo triunfo consecutivo) diante do Serra Talhada (que após duas vitórias por goleada, só faz perder): 2 x 0.  A vitória do Petrolina (também jogando em casa) diante do Araripina (1 x 0) também merece destaque. Menos significativa foi a vitória do Porto (2 x 0), jogando em casa contra o cada vez mais lanterna América. Cabe aqui uma observação de algo que acabei de perceber: nesta rodada, todos os times que jogaram em casa venceram, com exceção do Santa Cruz =/

Alberto Bezerra de Abreu, 07/02/2012, redigido ao som de Sonny Clark